Justiça do Reino Unido aprovou um pedido de recurso do governo americano. Assange enfrenta 17 acusações criminais
O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, poderá ser extraditado para os Estados Unidos. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 10, pela Justiça do Reino Unido ao aprovar um pedido de recurso do governo americano.
O australiano de 50 anos enfrenta nos Estados Unidos (EUA) ao menos 17 acusações criminais, incluindo uma violação da lei de espionagem, e conspiração para invadir computadores do governo. Assange pode receber uma pena de 175 anos de prisão.
As revelações do WikiLeaks expuseram crimes de guerra dos EUA no Iraque e Afeganistão, detenções extrajudiciais na prisão de Guantánamo, em Cuba, e telegramas de diplomatas revelando abusos de direitos humanos em diferentes partes do mundo.
A decisão representa um golpe para os esforços de Assange de evitar sua extradição para os EUA para enfrentar acusações de espionagem, embora as opções de recurso permaneçam abertas para sua equipe jurídica.
As autoridades do governo americano acusam o australiano de divulgação de uma vasta coleção de registros militares confidenciais americanos e informações diplomáticas.
Assange está sob custódia no Reino Unido desde abril de 2019. Antes, ele tinha ficado sete anos na embaixada do Equador na capital britânica para evitar uma extradição para a Suécia, pedida em 2010, em um caso de agressão sexual que viria a ser arquivado em 2017.
Ele está há dois anos e meio na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh.
Com informações do jornal O Estado de S.Paulo
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