Dados do FMI mostram que neste ano a inflação deve fechar em 500%. Em 2021, o país ultrapassou o Haiti no quesito pobreza
Pacaraima: são dois idiomas interagindo. O espanhol e o português aparecem não só na fala fluente de brasileiros mas também nas placas de comércio da cidade de 20 mil habitantes. A proximidade com a Venezuela marca hábitos alimentares de Pacaraima, rostos e o jeito de viver.
A cidade mais ao norte do estado de Roraima saiu do anonimato para o Brasil desde que o país passou a ter noção de que esta parte da fronteira tinha virado entrada para milhares de venezuelanos que fogem de um país marcado pelo desemprego, pela inflação nas alturas, pela fome, pela miséria e também pela forte repressão aos opositores. Não é difícil ouvir “a Venezuela está destruída”. Talvez a única chance.Chegar ao Brasil já é uma vitória para muitos. A viagem no país vizinho é mais difícil conforme a situação financeira do migrante. Quem tem algum dinheiro costuma vir de ônibus, carona. Mas quem já sai sem nada, e são muitos assim, só tem como opção deixar a Venezuela a pé. E isso vale para jovens, adultos, famílias com crianças pequenas, idosos. Otulio Pacheco, vigilante de 53 anos, entrou no Brasil apenas com a vontade indescritível de recomeçar. “Ninguna plata en el bolsillo”, ou seja, sem dinheiro. Pelo tom da conversa, ele sabe que aqui tem que dar certo.
Otulio, que veio com mulher, filha e dois netos, aceita qualquer trabalho.Venezuela: os mais velhos contam que houve tempos de glória. E eles prosperaram junto com os país. No exterior, contam, eram tratados com distinção. Mas desde a empreitada socialista comandada por Hugo Chavez, que governou o país de 1999 a 2013, a situação tem mudado drasticamente. E na Venezuela do sucessor, Nicolás Maduro, os tempos são ainda mais sombrios. Dados do FMI mostram que neste ano a inflação deve fechar em 500%. Em 2021, o país, ainda segundo o Fundo Monetário Internacional, ultrapassou o Haiti num quesito extremamente difícil, a pobreza. Com isso, a Venezuela passou a ser o mais pobre das Américas. O PIB, em dez anos, ficou assustadoramente 81,8% menor.
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