A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) é uma das beneficiadas
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pretende remover cinco grupos extremistas da lista de organizações terroristas estrangeiras.
Entre os agraciados, estariam o Pátria Basca e Liberdade, também conhecido como ETA; o Aum Shinrikyo, culto japonês apocalíptico; o Kahane Kach, grupo radical judeu ortodoxo; e, por fim, o Conselho Mujahideen e o Shura, dois grupos islâmicos que atuam nos arredores de Jerusalém e Gama’a al-Islamiyya.
A medida é anunciada no mesmo momento em que o democrata está considerando a hipótese de suspender a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) da lista de organizações terroristas. O presidente norte-americano tenta encontrar meios para retomar o acordo nuclear com Teerã.
“Um consenso para restaurar o acordo nuclear de 2015 está quase garantido, mas a exigência do Irã para que Biden reverta a decisão de Donald Trump de designar o IRGC como uma organização terrorista é um ponto de discórdia importante”, analisou o portal Axios.
O IRGC não é apenas o grupo militar mais temido do Irã — é também um poderoso ator político. Qualificá-lo como terrorista significa que, mesmo que Biden suspenda as sanções nucleares para retornar ao cumprimento do acordo, penalidades criminais ainda podem ser impostas a qualquer pessoa que faça negócios com indivíduos ou empresas ligadas ao IRGC.
Fonte: R7 – Revista Oeste Foto: Erin Scott/Casa Branca
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