Anúncio ocorre em resposta às tarifas comerciais de Donald Trump e em meio a acelerada escalada de tensões
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou nesta terça-feira (4) que o país está preparado para enfrentar “qualquer tipo de guerra” contra os Estados Unidos, em resposta às crescentes tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.
A declaração, uma das mais contundentes desde o início do mandato de Trump, em janeiro, também foi compartilhada pela embaixada chinesa nos EUA no X na quarta-feira (5), intensificando as tensões entre as duas maiores economias do mundo.
“Se a guerra é o que os EUA querem, seja uma guerra tarifária, uma guerra comercial ou qualquer outro tipo de guerra, estamos prontos para lutar até o fim”, disse Jian durante uma conferência de imprensa na terça-feira.
No dia seguinte, a embaixada chinesa em Washington reforçou a mensagem ao reproduzi-la em uma publicação no X. O post acompanha críticas aos EUA, acusados pelo país asiático de usar a crise do fentanil como “desculpa esfarrapada” para justificar as tarifas.
“Mudanças não vistas em um século estão ocorrendo em um ritmo mais rápido”, disse Li, projetando confiança na economia chinesa apesar das ameaças externas. Analistas, porém, sugerem que os investimentos militares podem ser subestimados.
A China busca equilibrar sua retórica agressiva com uma imagem de estabilidade global. Li Qiang destacou que o país seguirá aberto a investimentos estrangeiros e injetará bilhões de dólares para enfrentar desafios como consumo baixo, crise imobiliária e desemprego.
Pequim também tenta explorar o descontentamento de aliados dos EUA, como Canadá e México, afetados pelas tarifas de Trump, mantendo um tom cauteloso para não afastar novos parceiros.
Nos EUA, Trump defendeu sua política comercial em discurso ao Congresso na terça-feira, afirmando que “outros países usam tarifas contra nós há décadas, e agora é a nossa vez”. A medida, que inclui tarifas agrícolas a partir de 2 de abril contra Japão e Europa, pode elevar o custo de alimentos e automóveis, alertam especialistas.
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