Moeda americana recuou em relação ao real e terminou o dia em baixa de 1,26%, enquanto investidores aguardam decisão do Copom
O dólar fechou em queda, mesmo após a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Após abrir esta quarta-feira (6) a R$ 5,8324, a moeda americana terminou o dia em baixa de 1,26% a R$ 5,6759, oscilando entre máxima a R$ 5,8619 e mínima a R$ 5,6659. Mercado aguardava a decisão do Copom, sobre a taxa Selic.
O dólar registra recuo de 1,82% novembro. No ano, a moeda acumula ganhos de 16,95%.
A vitória de Trump tende a fortalecer o dólar no longo prazo, na visão de analistas. Com propostas econômicas mais protecionistas, incluindo tarifas mais elevadas para a comercialização de produtos chineses, o governo do republicano deve favorecer a demanda por ativos seguros, como a moeda americana. Isso já era esperado no mercado e vinha pressionando o câmbio dias antes das eleições.
“Em seus primeiros discursos, Trump já sinalizou algumas das políticas que pretende implementar, como a imposição de novas tarifas comerciais, a redução de impostos para empresas e o endurecimento das regras de imigração, incluindo o possível fechamento das fronteiras. Essas medidas são vistas como inflacionárias e potencialmente prejudiciais para a economia de outros países, especialmente para os mercados emergentes”, afirma João Manuel Campanelli Freitas, vice-presidente executivo do Grupo Travelex Confidence.
Um outro ponto favorável a um dólar mais forte no novo mandato de Trump é a inflação. O entendimento do mercado é de que a agenda econômica apresentada na campanha é inflacionária; e, com a maioria republicana no Congresso, essas propostas podem ter maior facilidade de sair do papel. O aumento dos preços levaria a taxas de juros mais altas por mais tempo nos Estados Unidos, o que, por consequência, mantém a moeda americana valorizada.
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