A chave para a possível cura do HIV pode estar nos mecanismos por trás de como ele se replica
A esperança da cura para o HIV pode estar na terapia de edição genética chamada CRISPR. Ela consiste em editar genes que estão por trás dos mecanismos usados pelo vírus para se replicar podendo levar a tratamentos mais duradouros e novas estratégias terapêuticas.
A descoberta foi publicada em abril na revista Nature Communications, pelos pesquisadores da Northwestern Medicine, em Chicago (EUA).
Eles relataram ter encontrado 86 genes que podem desempenhar um papel na maneira como o HIV se replica e causa doenças, incluindo 46 que nunca foram vistos no contexto da infecção pelo vírus.
O objetivo dos cientistas é entender como esse vírus pequeno e despretensioso com apenas 12 proteínas — e um genoma com apenas um terço do tamanho do coronavírus, por exemplo — sequestra as células do corpo para se replicar e se espalhar pelos sistemas. No estudo, os pesquisadores propõem um novo mapa para entender como o HIV se integra ao nosso DNA e estabelece uma infecção crônica.
O estudo
No novo estudo, as células T — o principal tipo de célula alvo do HIV — foram isoladas de sangue humano doado, e centenas de genes foram eliminados usando a edição de genes CRISPR-Cas9.
As células “nocauteadas” (cujos genes foram inativados por edição genética) foram, então, infectadas com HIV e analisadas. As células que perderam um gene importante para a replicação viral apresentaram diminuição da infecção, enquanto as células que perderam um fator antiviral demonstraram aumento da infecção.
“A parte empolgante é que mais da metade desses genes nunca havia sido analisada no contexto da infecção pelo HIV, então eles representam novos caminhos terapêuticos potenciais a serem investigados”, afirmou o cientista Judd Hultquist, principal autor do estudo.
O estudo propõe um novo mapa para entender como o HIV se integra ao DNA e estabelece uma infecção crônica.
“Essa capacidade de ativar e desativar genes em células isoladas diretamente do sangue humano é um divisor de águas. Este novo ensaio é a representação mais fiel do que está acontecendo no corpo durante a infecção pelo HIV”, complementou.
Fonte: R7 – Revista Oeste Foto: Divulgação/Northwestern University
União Africana exige que vacinação contra varíola do macaco comece no continente
Doença é considerada endêmica em 12 países africanos; África registrou cerca de 1.500 casos e 66 mortes pela doença O [...]
Brasil tem cinco casos confirmados de varíola do macaco em menos de uma semana
Diagnósticos mais recentes foram notificados nesta quarta-feira pelos estados de São Paulo e Rio de Janeiro O total de casos [...]
Empresa americana oferece mais de R$ 10 mil para quem aceitar viver com cem baratas
Experimento deseja fazer testes em um ambiente real de um novo veneno que será usado para o controle de pragas [...]



