Objeto tem cerca de 129 quilômetros de circunferência, 50 vezes maior do que similares observados no espaço
A agência aeroespacial norte-americana Nasa confirmou que identificou o “maior núcleo já visto” de um cometa. Trata-se do C/2014 UN271, com cerca de 129 quilômetros de circunferência, em objeto descoberto pelo astrônomo brasileiro Pedro Bernardinelli.
As dimensões do megacometa foram captadas
pelo telescópio Hubble durante a semana. Segundo a Nasa, o objeto é 50 vezes maior do que os núcleos que costumam ser observados no espaço.
A massa estimada do cometa, batizado de Bernardinelli-Bernstein, é de 500 trilhões de toneladas, 100 mil vezes maior do que a de cometas típicos em órbita no Sistema Solar.
A agência diz que o ponto de maior proximidade do cometa com a Terra deve acontecer em 2031, quando o Bernardinelli-Bernstein vai estar a cerca de 1,6 bilhão de quilômetros do Sol, distância equivalente à do planeta Saturno.
Big news! No. Really. @NASAHubble confirmed the largest comet ever. Its nucleus is bigger than Rhode Island.
But don't worry: the comet won't come any closer to Earth than Saturn: https://t.co/yiZe9Quanh pic.twitter.com/dui5dfdxs8
— NASA (@NASA) April 12, 2022
“Esse cometa é literalmente a ponta do iceberg para milhares de cometas que são muito apagados para ser vistos em partes distantes do Sistema Solar. Sempre suspeitamos que esse cometa deveria ser grande, por causa da intensidade do brilho. Agora confirmamos”, disse David Jewitt, professor de Ciência Planetária e Astronomia na Universidade da Califórnia, Los Angeles (Ucla) e integrante dos estudos da Nasa.
O megacometa C/2014 UN271 foi descoberto pelos astrônomos Pedro Bernardinelli, da Universidade de Washington, e Gary Bernstein, da Universidade da Pensilvânia. A dupla conseguiu identificar o objeto em imagens de arquivo do Observatório Inter-Americano Cerro Tololo, no Chile.
A primeira observação aconteceu em 2010, quando o objeto estava a 4,8 bilhões de quilômetros de distância do Sol. Desde então, a descoberta tem sido monitorada por telescópios espaciais.
Fonte: R7 – Revista Oeste Foto: Nasa/Divulgação
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