Diretor-geral da organização afirmou que avanço da doença em dezenas de países é ‘pouco usual e preocupante’
A OMS (Organização Mundial da Saúde) fará uma reunião na semana que vem para definir se a varíola do macaco deve ser tratada como emergência sanitária de preocupação internacional. O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O encontro está marcado para a quinta-feira (23). Para o chefe da OMS, o surto atual de varíola do macaco é “pouco usual e preocupante”.
Ibrahima Socé Fall, assistente do diretor-geral para emergências, também apontou o aumento considerável de novos casos como razão para determinar o nível de ameaça global que a doença representa.
“Obviamente não queremos esperar até que a situação esteja fora de controle para declarar uma situação de preocupação internacional.”
Segundo Fall, o risco neste momento é “alto” na Europa e “moderado” no restante do mundo.
A líder técnica de varíola do macaco do Programa de Emergencias da OMS, Rosamund Lewis, afirmou que a reunião da semana que vem “permitirá escutar os países mais afetados e as soluções que estão encontrando em nível local”.
Tedros Adhanom ainda informou que haverá uma mudança no nome do vírus da varíola do macaco, assim como das cepas (África Ocidental e Bacia do Congo).
“A OMS está trabalhando com seus parceiros e especialistas de todo o mundo para mudar o nome do monkeypox vírus, seus clados e a doença que ele causa. Faremos o anúncio dos novos nomes o mais breve possível.”
O surto atual já atinge quase 40 países em pouco mais de um mês. A ferramenta de monitoramento em tempo real Global.health, criada por pesquisadores de universidades como Harvard e Oxford, contabiliza nesta terça-feira mais de 1.700 casos confirmados.
Trata-se do maior surto de varíola do macaco já visto fora da África. A OMS e agências sanitárias de dezenas de países tentam entender se houve mudança na forma de transmissão do vírus ou mutações genéticas que facilitaram que ele se espalhe em uma velocidade nunca antes observada.
Fonte: R7 Foto: NIAID-NIH
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