Fato ocorreu na semana passada e coloca setor em alerta para ‘fadiga da tripulação’
Um incidente registrado na semana passada colocou autoridades mundiais do setor de aviação civil em alerta: o piloto e o copiloto de um Boeing 737 da Ethiopian Airlines, a maior companhia aérea da África, dormiram em pleno voo, com a aeronave a 11 mil metros de altura e faltando pouco para o pouso no Aeroporto de Adis Abeba, capital da Etiópia.
De acordo com informações do site Aviation Herald, funcionários do controle de tráfego aéreo de Adis Abeba tentaram entrar em contato com os pilotos da aeronave, que ia do Sudão para a Etiópia no dia 15, para orientar o pouso. Depois de várias tentativas perceberam que o avião não estava descendo e a tripulação do 737 não respondia.
Somente depois que a aeronave sobrevoou a pista, a função de piloto automático foi desligada e acionou um alarme, que despertou os pilotos. Então, com 25 minutos de atraso, eles pousaram o Boeing em segurança.
O site Flightaware, que acompanha rotas e voos em tempo real, mostra a aproximação e a volta que os pilotos tiveram de dar antes de pousar.

O analista de aviação Alex Macheras fez uma postagem manifestando preocupação com o incidente. “Profundamente preocupante o incidente na maior companhia aérea da África — o Boeing 737 #ET343 da Ethiopian Airlines ainda estava a uma altitude de cruzeiro de 37 mil pés quando chegou ao destino, Adis Abeba.”
Deeply concerning incident at Africa’s largest airline — Ethiopian Airlines Boeing 737 #ET343 was still at cruising altitude of 37,000ft by the time it reached destination Addis Ababa
Why hadn’t it started to descend for landing? Both pilots were asleep. https://t.co/cPPMsVHIJD pic.twitter.com/RpnxsdtRBf
— Alex Macheras (@AlexInAir) August 18, 2022
Pilotos foram suspensos
A Ethiopian Airlines suspendeu os pilotos, enquanto aguarda uma investigação sobre o incidente, disse Macheras. Ele acrescentou que a “fadiga do piloto” é um dos maiores desafios enfrentados pelo setor aéreo e que ameaça a segurança dos passageiros.
“Um lembrete oportuno de que a fadiga do piloto é generalizada, um problema em todo o espectro das companhias aéreas, às vezes sistemático, e representa uma grande ameaça à segurança aérea”, comentou o especialista em aviação. A fadiga também tem sido uma preocupação recente entre os pilotos de companhias aéreas norte-americanas, especialmente com a escassez de pessoal relatada pela indústria.
O CEO da United, Scott Kirby, disse em abril à CNBC: “A escassez de pilotos para o setor é real, e a maioria das companhias aéreas simplesmente não conseguirá realizar seus planos de capacidade, porque simplesmente não há pilotos suficientes, pelo menos não para nos próximos cinco anos”.
Também em abril, os pilotos das companhias norte-americanas Southwest e Delta alertaram os executivos das empresas sobre o perigo de sobrecarregar as tripulações das companhias aéreas. “A fadiga, tanto aguda quanto cumulativa, tornou-se a principal ameaça à segurança da Southwest Airlines”, escreveu a associação de pilotos da Southwest em uma carta aos executivos da empresa. Evan Baach, capitão da Delta Airlines e oficial da Air Line Pilots Association, acrescentou: “Nossos pilotos estão cansados e fatigados”.
Fonte: R7 – Revista Oeste Foto: Reprodução/Flickr
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